JOGOS VORAZES

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MENTE FEMININA

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Jogos Vorazes

– Suzanne Collins

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“Esperança é a única coisa mais forte que o medo.”

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Há oito anos Jogos Vorazes foi publicado e o último filme da franquia milionária foi lançado em 2015. Trata-se de um blockbuster da indústria cinematográfica, uma excelente adaptação voltada principalmente para o público adolescente. Eu diria que o caráter de superprodução chega a ofuscar a mensagem importante e atemporal que a autora Suzanne Collins retrata nos livros, que é a necessidade de lutar contra a opressão e os abusos infligidos pelo governo. Não, não é só uma história de amor.

A saga expõe a sociedade de um futuro distópico, em um país chamado Panem, formado por uma Capital dominante e doze Distritos a ela subjugados. No passado, após desastres naturais e guerras devastarem a Terra, treze Distritos se uniram em torno de uma Capital. Cansados de serem explorados, eles deram início a uma violenta rebelião popular que, no entanto, não conseguiram vencer. Foram obliterados pelo poderio militar da Capital e o Distrito 13 foi bombardeado e destruído. Como uma forma de punir os restantes por ousarem se rebelar e lembrá-los constantemente de como estão subjugados à superioridade da Capital, esta instituiu uma competição anual e obrigatória chamada Jogos Vorazes, onde dois jovens de cada Distrito – os tributos, um garoto e uma garota com idade entre 12 e 18 anos – são sorteados e jogados dentro de uma arena para lutarem até a morte. O vencedor levará a “glória” para seu Distrito e um pouco de suprimentos adicionais. Os Jogos acontecem há 74 anos e são tratados como uma grande atração, um entretenimento para todos, especialmente para os cidadãos da Capital, que aguardam ansiosamente por cada edição do programa.

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“Que a sorte esteja sempre a seu favor. “

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A temática da trama é uma crítica clara à nossa sociedade, evidenciada pelo nome do país: “Panem”, que remete à antiga política romana “Panem et Circenses” – a política do pão e circo, onde o governo promovia espetáculos nas arenas de Roma, com lutas entre gladiadores e animais, muita carnificina e comida, para alienar o povo e distraí-lo dos verdadeiros problemas que assolavam a cidade. Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

Nos livros o contraste entre o modo de vida na Capital e nos Distritos é gritante. Os moradores da primeira são, em sua maioria, pessoas tolas e fúteis, que vivem uma vida de luxo e vaidade. Idolatram os Jogos Vorazes não por serem inerentemente más, mas porque foram condionados a vida toda a pensar que está tudo bem, que participar dos Jogos é uma grande honra para os tributos. É tudo um show televisivo e eles simplesmente não conseguem enxergar a barbárie de tudo aquilo, tão adestrados que são incapazes de ter um pensamento crítico.

Nos Distritos o povo é condicionado pelo medo. Pela ameaça velada de um governo autoritário que repreende qualquer fagulha de insatisfação. Os moradores dos Distritos são a mão-de-obra da Capital e cada Distrito é responsável por uma atividade específica: pesca,  agricultura,  madeira, tecnologia, etc. No Distrito 12, que é o menos expressivo e o mais subestimado, ficam as minas de carvão.

Para inviabilizar iniciativas de rebelião,  os moradores ficam restritos aos seus próprios territórios. Como todos sabemos que a educação é uma arma poderosa, a eles são ensinados apenas a história de Panem do ponto de vista da Capital e o necessário para desenvolverem suas atividades.  As comunicações são controladas e os moradores de um Distrito não ficam sabendo o que se passa nos outros.  Tudo que é produzido é enviado para a Capital, que a eles fornece apenas o necessário para subsistir. Contrabandos são proibidos e severamente punidos. O povo é mantido desinformado, esfomeado e submisso. Os vencedores dos Jogos são agraciados com uma casa e uma pensão vitalicia, como um prêmio de consolação,  uma prova de como a Capital é “bondosa”.

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“Meu pai cantava, todos os pássaros na área caiam no silêncio e escutavam. Sua voz era tão bonita, alta e clara e tão cheia de vida que fazia você querer rir e chorar ao mesmo tempo.”

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A sociedade oprimida e toda a trama política nos é exposta sutilmente através das percepções e vivência da protagonista Katniss, uma garota de dezesseis anos que mora no Distrito 12 com sua mãe e sua irmã de doze anos. Forte, prática, determinada e desconfiada, não afeita a sentimentalismos, quase podemos pensar que Katniss é uma pessoa insensível. Entretanto, devemos ter em mente que ela perdeu o pai há alguns anos em uma explosão de mina e que, nessa ocasião, sua mãe entrou em uma depressão profunda, não falava e muito menos cuidava de si ou das filhas. Katniss, ainda menina, passou fome, vendeu os poucos pertences que tinha e teve que aprender sozinha a se virar para colocar comida em casa e cuidar da irmã pequena. Assim, compreendemos seu caráter embrutecido e o amor quase maternal que sente pela frágil e delicada irmã Prim. Katniss é uma exímia caçadora e uma lutadora, que faz o que for preciso pela sobrevivência da família. Com excessão de Prim, a única pessoa com quem se sente à vontade é seu amigo Gale, um jovem parceiro de caçadas que também é responsável por cuidar da mãe e irmãos menores.

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“Então algo inesperado acontece. No mínimo, eu não esperava porque não pensava no Distrito 12 como um lugar que se importa comigo. Mas uma mudança ocorreu desde que eu subi para tomar o lugar de Prim e agora parece que eu me tornei uma pessoa preciosa. Primeiro um, depois outro, então quase todos os membros da multidão tocam os lábios com os três dedos do meio das suas mãos esquerdas e os levantam. É um gesto antigo e raro usado no nosso distrito, ocasionalmente visto em funerais. Significa obrigada, significa admiração, significa adeus para alguém que você ama.”

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Quando Prim é sorteada para participar dos Jogos Vorazes e Katniss se oferece para ir no lugar dela, seu sacrifício e as atitudes que ela toma na arena, seu instinto em cuidar dos mais fracos, sua recusa em fazer o jogo da Capital, faz com que o povo veja nela a força e inspiração de que precisavam. Sem perceber e quase conta sua vontade, Karniss vira o símbolo da rebelião que poderá pôr um fim em tudo aquilo.

“Ela não faz ideia do efeito que ela causa”. Essa frase é dita por Peeta, um rapaz que luta com Katniss na arena pelo Distrito 12. Peeta confessa ser apaixonado pela garota desde que eram pequenos e faz de tudo para protegê-la. Além de forte e gentil, é também inteligente e carismático e parece saber sempre a coisa certa a se dizer. E, quando falamos de um show televisivo onde as pessoas precisam cativar o público, essa habilidade é extremamente útil.

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“Então, naquele dia, na assembleia musical, a professora perguntou quem sabia a canção do vale. Sua mão subiu logo no ar. Ela te levantou no banco e você cantou para nós. E juro, todos os pássaros do lado de fora da janela ficaram em silêncio. E logo quando sua música terminou eu soube que eu estava perdido.”

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Aliás, o poder da mídia é outro ponto chave bem melhor explorado nos livros que no filme, principalmente no último volume. Temos dois lados lutando um contra o outro, o governo e os rebeldes, e cada um usa seus “garotos-propaganda” em comerciais fabricados para convencer as pessoas a lutarem por uma causa ou outra. Mais uma vez, qualquer semelhança com a atualidade não é mera coincidência.

Jogos Vorazes revela o pior da exploração dos menos favorecidos por aqueles que estão no poder, expõe a alienação das pessoas, a manipulação da mídia. Retrata politicagem, guerra e pessoas dispostas a tudo para atingir seus objetivos. A trama te faz pensar naquela velha máxima: os fins justificam os meios? Será que vale tudo na guerra? É uma leitura imperdível.

E, em meio a essa sociedade que clama por mudanças, ainda podemos nos inspirar pela força de alguns, pelo sacrifício em nome daqueles que se ama ou por uma causa, pela ternura de um amor que apenas se dá, sem exigir nada em troca, como é o amor que Peeta sente por Katniss, tão puro e altruísta que é impossível não se sentir tocado.

Enfim, por todo o exposto e por se tratar de um dos meus livros favoritos – que, não sem mérito, arrebatou milhares de fãs em todo o mundo – recomendo a leitura da trilogia Jogos Vorazes, Em Chamas e A Esperança, não apenas de forma prazerosa, mas também de forma crítica, buscando absorver as mensagens que permeiam as páginas.

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“Fujo do que não consigo combater. Do que só pode me trazer danos. Só que dessa vez é o meu coração, e não o meu corpo, que está se desintegrando.”

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Compaixão …

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A verdadeira compaixão não consiste em sofrer pelo outro. Se ajudamos uma pessoa que sofre e nos deixamos invadir por seu sofrimento, é que somos ineficazes e estamos tão somente reforçando nosso ego.

Dalai Lama

Vivemos em uma realidade totalmente voltada para o EGO, onde existe um pensamento coletivo focado apenas no ganho secundário. Cada vez mais as pessoas fogem do encontro real consigo mesmas. Colocam como prioridade um relacionamento, uma viagem , uma festa, enfim, qualquer situação que possam usar como desculpa para evitar ficarem frente à frente consigo mesmas.

Esses dias tive a oportunidade de participar de um Retiro, um momento voltado para meditação e encontro comigo mesma. Um momento que exigia verdadeira compaixão por mim mesma e que se estendia aos que me acompanhavam nessa busca do Eu Interior que perdemos com o tempo. Qual não foi minha surpresa ao entender que a verdadeira compaixão pode ser confundida com pena, que ela só é sentida realmente com o coração quando conseguimos desejar ao próximo a mesma felicidade que nós mesmos almejamos.

Geralmente nosso ato de compaixão só acontece com nossa família e amigos próximos. E isso não é compaixão e sim apego, visto que nossa compaixão cessa no momento em que o alvo toma uma atitude que consideramos negativa para conosco. Esta atitude nos mostra o EU/EGO falando mais alto, nos mostrando que esse sentimento está condicionado à nossa vontade, ao nosso querer.

Mas, quando nos policiarmos e decidirmos desenvolver a verdadeira compaixão, abriremos um canal de crescimento e clareza, nos tornaremos mais fortes para enfrentar nossas próprias dificuldades. Saberemos melhor nos acolher, não de uma forma egoísta, mas respeitosa. Teremos uma melhor compreensão do momento que estamos.

Saber acolher a dor do próximo nos torna pessoas melhores, seres humanos melhores. Sem tantos julgamentos, nem pensamentos negativos .

Confesso que ainda estou aprendendo. Exige muito olhar para dentro de mim e conseguir desapegar-me da minha própria dor para, enfim, enxergar a dor dos outros. Não julgar, nem condenar a vida alheia, trazendo a compreensão. Quando o faço, trago de volta para mim a mesma atitude.

Quando consigo praticar a compaixão, consigo preencher meu coração com amor e nele apenas coisas boas crescem, apenas boas coisas atraem.

“Se tiver amor e compaixão por todos os seres sencientes, em especial por seus inimigos, este é o verdadeiro amor e a verdadeira compaixão. O amor e compaixão, nutridos por seus amigos, esposa e filhos, não são verdadeiros em sua essência. São apego, e esse tipo de amor não pode ser infinito.”

Dalai Lama 

Sou grata à oportunidade de ter mais uma vez participado desse Retiro, orientado e conduzido pela minha querida terapeuta Arlucia Pinheiro, que traz esse lindo trabalho de amor e descobertas. Onde temos a oportunidade de crescer, recomeçar e até mesmo reescrever nossas histórias, nos conduzindo com compaixão para o encontro conosco, nos aceitando, nos perdoando e nos amando mais.

A todos deixo minha compaixão e o meu desejo de que se encontrem, se reconheçam e se permitam recomeçar e fazer um futuro diferente, consciente e repleto do verdadeiro e livre amor… Gratidão! (TatyMel)

 

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Ela…

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Ela é boa de briga. E está acostumada a ter uma patada sempre guardada no bolso…

Ela não sorri, gargalha… Ora de nervoso, ora porque quer presentear alguém…

Ela fala demais, mas de vez em quando se cala e seu olhar fica distante, como se estivesse em outra realidade…

O que ninguém sabe é que Ela foi criada para brigar, mesmo quando pequena, quando os sonhos lhe visitavam em seu vestido rosa, cheio de babados como toda mocinha devia ser. Mesmo quando queria acreditar que a vida à sua volta era pra ser de uma família impregnada de amor… Ainda assim, descobriu que tinha que brigar, brigar por um pouco de paz, brigar para o medo não a dominar, brigar para proteger os seus… E assim, por mais que quisesse, Ela não podia sonhar com o amor bonito das novelas e filmes, porque neles os mocinhos sempre voltavam para salvar a mocinha. E aqui Ela estava sozinha, brigando por si mesma.

Ela cresceu, viu partes feias, sobreviveu e manteve seu sorriso a brilhar…

Mas Ela também se cansa. E hoje ela apenas observa as estrelas e diz para si mesma que não precisa mais brigar, nem ter medo. Que o passado ficou para trás e que ainda há um futuro. Que o mocinho pode vir sim, que ele não virá para salvá-la, porque ela não precisa ser salva, mas virá para caminhar ao seu lado e lhe mostrar que ela pode ser amada sim de todo coração, que estará ao seu lado amando cada pedacinho seu, amando até mesmo seus defeitos…

Porque Ela… Ela merece…(TatyMel)

 

 

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Meu filhote, Erick

E as primeiras fotos da série “Álbum de Família” continua…

Esse é meu filhote, meu Príncipe Erick!!

Ele nasceu quando eu tinha 15 anos e meu marido 17. Ele é um orgulho para mim, meu marido e minha família e amigos, admirado pela irmãzinha que é apaixonada pelo Kiki dela, ele é o seu “tímpiti” (príncipe, rsrs). Ele tem luz própria, um sorriso maravilhoso, um jeitinho ranzinza as vezes, mas é um garoto perfeito!! Minha Benção de Deus, meu primeiro milagre, amor da minha vida!!

Em agosto desse ano, 2016, quem completa 15 aninhos é ele, mas já me disse que não quer festa porque isso é coisa de menina… Rsrsrsrs

Obs.: Com 16 anos, poooooode ter festa!!! kkkkkkkk…

 

 

*By Lori Guimarães*

 

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Excelentíssimo Senhor Doutor Ernany Rezende… saudade

Acho que com essas fotos conseguimos descrever bem, para uma primeira postagem, o que vocês também poderão ver em “Álbum de Família”.

Nessas primeiras fotos aparecem esse fofíssimo senhor, Ernany… Rsrsrs…

Ele era meu pai (da Poliana e da Zaira também. E da Débora, que também o tinha como pai e ele à ela, como filha). Na verdade, acho que ele era pai de todo mundo. Um exímio pai para todos. Se foi há três anos e 9 meses e a saudade é imensa… Principalmente na foto em que estão ele e minha mãe, acho que ela demonstra bem um casamento de muito amor, companheirismo. Um exemplo para quem os rodeavam.

E a foto com os cachorros demonstra bem a lealdade e amizade. Esse grandão era o nosso dogue Alemão, Nilton. Eles eram apaixonados um pelo outro e o dogue se foi poucos meses depois do meu pai…

É, nosso papito definitivamente é uma lembrança inesquecível…

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Nova Viçosa – BA, acho que foi em 2007-8 Viagem com toda a família!!

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Papai, Nilton e Lilizinha No sítio

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Parabéns para ele!!! rsrs…

 

 

 

 

 

 

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Copa de 2010 Assistimos todos juntos no Sítio Cantinho do Céu

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Casamento de uma queridíssima amiga, Dra. Petúnia

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Vovô, Henrique e Erick Dias do Pais de 2012

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Vovô e Yasmin Sítio Cantinho do Céu

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Guerreira

11078232_1396217704033329_6472719351766610164_n O Dia da Vitória…

Que dia é esse?!

Ele necessariamente tem que ser só seu?!

Ou somente sobre si mesmo?!

Com o tempo descobri que a ascensão das pessoas que eu amo é tão imensamente gratificante para mim como se fosse a minha própria, se não melhor.

Então esse “DIA” é o hoje, é o agora. É a sensação de livramento, de liberdade.

É quando você ouve: “Está liberada. Parabéns, sua resposta foi brilhante!”

É quando uma equipe inteira de médicos e enfermeiros, cheios de cuidados, atenção e dedicação, a equipe odontológica e nutricional, as secretárias e até mesmo a equipe de limpeza pegam nas suas mãos e te dão aqueeeele abraço apertado com um sorriso sincero no rosto e frases envolvendo um “vai com Deus, que Ele te abençoe e guarde seu caminho, com muita luz!!!”

Então eu pensei naquela vez em que meu filho mais velho (um pequeno adolescente), me abraçando, disse para mim: “Ela vai sair dessa também. Ela sempre sai…”

Foi aí que eu percebi que as lágrimas de medo, as brigas da insegurança de uma febre, o choro da netinha que ficou em casa querendo a mamãe que teve que levar a vovó no médico, foi amparado por alguém maior, e que realmente existe aquela história das “Pegadas na areia”. ELE nos deu força e te carregou em seus braços para que você pudesse continuar a lutar incessantemente para assim, alcançar o dia da vitória.

E você se pega em um estado de êxtase, de euforia, de que valeu cada quilômetro percorrido, cada minuto gasto em um trânsito infernal, cada hora mal dormida (ou não dormida), uma sensação de um sufocamento alegre, que é o grito da vitória preso na garganta, e você pensa: ” ELA CONSEGUIU!!!”

O dia da vitória não é o dia em que a guerra acaba. Não, infelizmente não… AINDA não.

Mas é o dia em que se comemora uma batalha vencida. Com remarcações de encontros apenas para mais atenção e muito, muito mais abraços e lágrimas e sorrisos e parabéns e obrigado e um belo “CONTINUE com Deus!!!”

O dia da vitória é seu, é dela, e é de todos que comemoram esse momento juntos. De todos que torceram para que tudo ficasse bem, para que você se mantivesse forte e com a fé inabalada.

Tenha certeza que o seu dia da vitória, minha Guerreira, também é o meu!!!…

E tenha ainda mais certeza que eu sempre continuarei aqui com minhas mãos. Seja para segurar as suas, ou para te aplaudir!!!…

Que Deus e Jesus Cristo sigam sempre com você, em você!!! Que Ele te proporcione toda a alegria e realização que você almejar!!!…

Parabéns!!! Que você tenha um lindo e iluminado

DIA DA VITÓRIA!!!

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                                                                                                                                          *By Lori Guimarães*

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Novidade de Niver!!!!

Oiiiiii, Povoooooo… Chega mais que temos novidades!!!!!

Nessa semana, no dia 01/07/2016, nosso lindo Blog completa seu primeiro aninho de vida.

E para comemorar em grande estilo vamos lançar uma nova categoria: “Álbum de Família”.

Essa categoria foi elaborada especialmente para os nossos queridos e mais assíduos curiosos de plantão, que ficam querendo ver mais sobre a gente, nos conhecer melhor, enfim… Digo ao povo que fiquem à vontade e venham conferir!!! Rsrsrs…

Lá vocês poderão ver fotos que nos remetem à saudade da infância, saudade de quem já foi, festas históricas para nossas famílias, nossos melhores momentos, nossas melhores piadas e risadas, tanto antigas, quanto recentes…

Feliz Aniversário à todos nós!!!

Divirtam-se!!!

                                                                                                                                          *By Lori Guimarães*

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Nova Jornada

Olá, queridos e queridas… Andei sumida mas é chegada a hora de passar para a página branca o que andou acontecendo nesses últimos seis meses… Enfim, alguns já sabem que resolvi dar “aquela” virada de mesa, daquelas que todos nós deveriam fazer algumas vezes na vida e, por medos e apegos, evitamos e acabamos presos nas mesmas circunstâncias, sem experimentar ver o que havia logo ali na esquina.

Como já citei na minha apresentação, sou nascida e criada no litoral de São Paulo, Guarujá… Definitivamente garota de praia; e como amo aquelas praias… Mas, em Dezembro do ano passado, decidi mudar totalmente minha vida e vim “de mala e cuia” para uma pequena cidade do interior de Minas Gerais. Mas vamos por partes, o que me fez mudar?

Bem, tenho 36 anos, apaixonada pela mesma pessoa há 14 anos, com uma família que vive sob uma doutrina religiosa rígida e com todas as amigas já casadas e com filhos, não me sobraram muitas opções de diversão ou novidades.

Um dia, em minha casa, me senti muito só e orei pedindo a Deus que mudasse minha vida, me desse uma direção… E sim, pessoas, ele me respondeu exatamente dois dias depois… Como vocês sabem pela apresentação deste blog, todas as integrantes são parentes. Aliás, mais que isso, somos primas e irmãs. Uma delas me liga me avisando que arrumou um emprego para mim em Minas Gerais… Minha reação foi pular de alegria porque eu sabia que era a resposta que eu estava esperando, era o sinal verde para mim… Toda decisão vem acompanhada de provas e comigo não foi diferente, foi difícil arrumar uma casa e quando descobri o valor do carreto perdi minhas forças e novamente orei. E novamente ele me respondeu, com uma demonstração de AMOR que eu jamais havia experimentado, elas e meus parentes se reuniram e pagaram meu carreto. PAGARAM pela minha oportunidade de recomeçar, me trouxeram para pertinho deles, me acolheram e me apoiaram.

Foi uma decisão dolorida e difícil, e confesso que não tem sido fácil, mas sei que estou onde deveria estar. Tem sido uma oportunidade única de aprender o significado de família, o verdadeiro significado de amizade e prova de que, por mais dolorido que seja dar as costas para uma vida toda, às vezes é a melhor forma de enxergar que existe um mundo muito melhor te esperando logo ali e nos negamos a ver.

Espero que minha história possa ajudar alguém a não se entregar ao comodismo, a se dar a oportunidade de estar rodeada com quem te ama, que nunca é tarde para “virar a mesa” e fazer diferente. Somos mais fortes quando temos pessoas que nos amam e nos estendem a mão. A verdade, pessoas, é que quando deixamos Deus nos mostrar o caminho tudo dá certo… Acreditem…

Em breve volto com novidades dessa nova vida, dessa nova caminhada… Beijos!(Taty Mel)

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Ser Mulher

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Acordei e senti uma ligeira dor nas costas ao sentar, ao olhar no espelho percebi que o rosto estava um tanto quanto amassado… Na academia correr na esteira exigiu mais concentração do que o de costume e na hora do almoço notei que em meu prato havia mais verde do que o famoso amarelo crocante. Lava, passa, limpa, trabalha, banho e muita hidratação… Assim vou passando os dias…

Todo dia vejo nas redes sociais o modelo da mulher perfeita e o conceito da sociedade em  taxar uma mulher de jovem ou velha, mas quem pode definir alguém pela sua idade? Já vi mulheres de 60 anos com uma pele melhor que garotas de 20, já vi garotas de 20 anos com determinação que uma de 60 nunca teve. Conheço garotas de 35 anos que sonham como uma adolescente e adolescentes que se negam a sonhar. Mas, numa mesa de bar onde se tem apenas casais, uma mulher de 35 anos, solteira, muitas vezes é mal vista. O que há de errado com a sociedade que se preocupa tanto em se colocar numa posição de juiz e dono da verdade absoluta?

Outro dia ouvi uma mulher criticar horrores a filha por ser obesa. Fiquei olhando e pensando em mim mesma, no quanto me cobro para manter meu peso e no quanto aquelas palavras agrediam aquela garota. Desde quando ter o corpo perfeito é sinônimo de felicidade?

Acho que hoje nascer mulher já é nascer com uma cobrança explícita. E além de lidar com o julgamento da sociedade e suas cobranças, de ser uma mulher de sucesso, ter boa aparência, casar, ter filhos, ser boa mãe, etc., temos de lidar com nossos próprios fantasmas, nossos sonhos não realizados e as frustações de muitas vezes descobrir que o mais queremos, nem sempre é o melhor pra nós.

Hoje meus parabéns vai para todas as mulheres que se superam todos os dias, que conseguem olhar no espelho todos os dias e dizer para si mesma: Sou vencedora, sou linda e sou poderosa!

A mulher que não abaixa a cabeça aos olhares críticos, aquela que dita sua própria moda, a mulher que sabe dizer não ao que a agride e sim para receber tudo de bom que a vida lhe traz. Aquela que anda de patins aos 40 e a que aprecia um bom livro ou uma ópera aos 16 anos.

A mulher que não tem medo nem vergonha de abandonar o comodismo de uma vida infeliz à dois e se lança na vida em busca de ser feliz mesmo que sozinha, sem medo de ser julgada por suas escolhas.

E para vocês, minhas queridas leitoras, deixo um conselho de um grande sábio, com muito carinho. (Taty Mel)

“Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora. Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável. Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação. E, quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.”

Mahatma Gandhi

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Feita de Fumaça e Osso

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Feita de Fumaça e Osso

– Laini Taylor
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“Era uma vez um anjo e um demônio que se apaixonaram.
A história não acabou nada bem.”

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Não sei se foi o título estranho, ou a capa linda em tons de azul e prata, ou comentários que li na internet sobre como algumas pessoas tinham adorado a história e ansiavam pela sequência. Só sei que resolvi comprar o livro e não me arrependi nem um pouco. Eu me apaixonei pela história e mergulhei totalmente naquele mundo de feras e anjos, amor e vingança, guerra, redenção, esperança… A trilogia de Laini Taylor se tornou uma de minhas sagas favoritas, que eu sempre quero ler de novo. Me fez querer pintar meu cabelo de azul e passear pelas ruas de Praga…

Uma das coisas que mais gostei foi a originalidade da história. Algumas figuras da mitologia e fantasia são recorrentes, como lobisomens, vampiros, dragões e anjos, mas não há muitas histórias sobre quimeras por aí. E a autora conseguiu envolver com fluidez humanos, quimeras e anjos, com uma boa dose de amizade, romance e mistério.

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“Ela foi inocente um dia, uma garotinha no covil de um demônio
brincando com penas espalhadas pelo chão.

Mas a inocência acabou, e ela não sabia o que fazer.
Esta era sua vida: magia e vergonha e segredo e dentes e um vazio profundo e perturbador,
onde alguma coisa certamente estava faltando.”

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Outro ponto positivo do livro são seus personagens, fortes e carismáticos. A começar por Karou, uma garota jovem e bonita, que gosta de desenhar e estuda artes em Praga. A história é contada do ponto de vista dela e eu adoro seu jeito despojado, a relação dela com Zuzana e suas divagações sobre a vida e o amor… Forte, decidida, com seu cabelo azul, um monte de tatuagens e uma vida secreta, passa longe das típicas mocinhas heroínas de algumas histórias. Aliás, a linha entre o certo e o errado, a divisão entre personagens bons e maus, não é precisa no mundo em guerra criado por Laini Taylor. E confesso que isso me atrai muito nas histórias de um modo geral. Questionamentos, incertezas, angústias, erros… Fatores que enriquecem os personagens e evitam tramas previsíveis. É muito bom quando nada é preto no branco.

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“Há alguns dias atrás os humanos eram pouco mais que uma lenda para ele,
e agora ele estava ali no mundo deles.
Tinha sido como entrar nas páginas de um livro – um livro vivo, com cores e aromas, sujeira e caos -,
e a garota de cabelo azul se movia por ele como uma fada em uma história,
a luz não agia sobre ela como sobre os demais,
o ar parecia ser reunir em volta dela como uma respiração suspensa.
Como se todo aquele lugar fosse uma história sobre ela.
Quem era ela? “

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Dentre os principais personagens temos Akiva, um anjo dono de uma beleza arrebatadora, com asas de fogo e intensos olhos cor de âmbar, que carrega duas espadas embainhadas nas costas e possui estranhas tatuagens de linhas negras nos dedos. Ele é um soldado poderoso, com uma certa tendência para quebrar regras. Possui uma alma atormentada pelo passado e exala ferocidade e paixão. Eu gosto muito de Akiva, que apesar de ter sido criado unicamente para ser um soldado, é capaz de sentir tão intensamente. É uma certa mistura de força e dor, de coragem e fragilidade, que o torna irresistível… Ele se entrega completamente e faz o que acha que deve ser feito.

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“Sua alma canta para a minha. Minha alma é sua e sempre será, em qualquer mundo.
Não importa o que aconteça… Preciso que você se lembre de que eu amo você. “

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Abrangendo os três livros – “Feita de Fumaça e Osso”, “Dias de Sangue e Estrelas” e “Sonhos com Deuses e Monstros” – são muitos personagens que eu passei a amar, como os amigos de Karou, Zuzana e Mik, que pode-se dizer que são o alívio cômico da história, de um jeito bom… A Zuze é incrível! Temos ainda o soturno e enigmático Brimstone – o Mercador de Desejos; a amável Issa, serpente da cintura para baixo e mulher da cintura para cima, com os seios nus, o capelo e as presas de uma cobra e o rosto de um anjo; meu querido Ziri-sortudo, meu Kirin preferido (tão bom e leal, como não amá-lo?)! E os serafins Hazel e Liraz, amigos-irmãos de Akiva, que ficam ao seu lado nas horas mais impensáveis.
E, é claro, há aqueles personagens que não conseguimos não odiar… Como Thiago,  o terrível Lobo Branco, tão irritantemente essencial como lider do exército quimera. Isso sem falar nos serafins Joram e Jael, simplesmente crueis e repugnantes.

Não quero dar spoilers da trama, prefiro dizer que ela vai se desenrolando aos poucos, começando com uma certa leveza, centralizada em Karou e nos serviços que ela presta para Brimstone. E, ao longo dos livros, vai tomando proporções maiores, se tornando mais séria e sombria, enquanto descortina acontecimentos trágicos capazes de mudar destinos.

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“Você já se perguntou alguma vez se os monstros fazem as guerras ou se as guerras fazem os monstros?
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Feita de Fumaça e Osso é uma história de jovens apaixonados que ousaram sonhar com o fim de uma guerra. É o tipo de história épica de amores verdadeiros e sonhos impossíveis, que me faz rir e chorar. É uma história diferente, que vale muito a pena ser lida!

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“Almas mortas sonham apenas com morte. Sonhos pequenos para homens pequenos.
É a vida a única capaz de crescer e preencher mundos.
Ou temos a vida como mestre, ou a morte.”

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FILME: os direitos do livro foram adquiridos pela Universal, que contratou Michael Gracey como diretor; os produtores Joe Roth, Palak Patel e Jane Putch; além do roteirista Stuart Beattie.

Cenários como Praga, Paris e Marraketch, uma misteriosa garota de cabelo azul, feras terríveis, anjos com asas de fogo armados com espadas, magia, sacrifícios, amores proibidos, traições, guerra, um baile de máscaras numa terra encantada com duas luas no céu…
Não vejo a hora de ver esse filme! Infelizmente não há previsão de lançamento…

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CAPAS PELO MUNDO:

Os livros dessa saga possuem capas bem variadas nos diversos países em que foram lançados. Alguns, inclusive, tiveram o título alterado (o que eu definitivamente não gostei: “Feita de fumaça e osso” dá um tom de mistério ao livro…). De uma forma geral, gosto bastante das capas brasileiras, são as minhas preferidas, embora ache as alemãs lindas! Também gosto da “Trilogia entre Mundos” (edição portuguesa), das capas italianas e da segunda capa tcheca… É interessante observar que a versão eslovaca mostra Akiva em vez de Karou na capa. E, por fim, um carinho especial aqui para a versão japonesa, que parece ser um mangá e apresenta uma personagem super importante na capa… Ela merecia, adorei!!! Rsrs
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brasileira

brasileira

brasileira

brasileira

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portuguesa

portuguesa

portuguesa

portuguesa

portuguesa

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alemã

alemã

alemã

alemã

alemã

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inglesa

inglesa

inglesa

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polonesa

polonesa

polonesa

polonesa

polonesa

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japonesa

japonesa

japonesa

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japonesa

japonesa

coreana

coreana

coreana

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italiana

italiana

italiana

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eslováquia

eslováquia

eslováquia

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holandesa

holandesa

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edição especial

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tailandesa

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tcheca

tcheca

tcheca

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francesa

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estonia

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chinesa

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