Ser Mulher

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Acordei e senti uma ligeira dor nas costas ao sentar, ao olhar no espelho percebi que o rosto estava um tanto quanto amassado… Na academia correr na esteira exigiu mais concentração do que o de costume e na hora do almoço notei que em meu prato havia mais verde do que o famoso amarelo crocante. Lava, passa, limpa, trabalha, banho e muita hidratação… Assim vou passando os dias…

Todo dia vejo nas redes sociais o modelo da mulher perfeita e o conceito da sociedade em  taxar uma mulher de jovem ou velha, mas quem pode definir alguém pela sua idade? Já vi mulheres de 60 anos com uma pele melhor que garotas de 20, já vi garotas de 20 anos com determinação que uma de 60 nunca teve. Conheço garotas de 35 anos que sonham como uma adolescente e adolescentes que se negam a sonhar. Mas, numa mesa de bar onde se tem apenas casais, uma mulher de 35 anos, solteira, muitas vezes é mal vista. O que há de errado com a sociedade que se preocupa tanto em se colocar numa posição de juiz e dono da verdade absoluta?

Outro dia ouvi uma mulher criticar horrores a filha por ser obesa. Fiquei olhando e pensando em mim mesma, no quanto me cobro para manter meu peso e no quanto aquelas palavras agrediam aquela garota. Desde quando ter o corpo perfeito é sinônimo de felicidade?

Acho que hoje nascer mulher já é nascer com uma cobrança explícita. E além de lidar com o julgamento da sociedade e suas cobranças, de ser uma mulher de sucesso, ter boa aparência, casar, ter filhos, ser boa mãe, etc., temos de lidar com nossos próprios fantasmas, nossos sonhos não realizados e as frustações de muitas vezes descobrir que o mais queremos, nem sempre é o melhor pra nós.

Hoje meus parabéns vai para todas as mulheres que se superam todos os dias, que conseguem olhar no espelho todos os dias e dizer para si mesma: Sou vencedora, sou linda e sou poderosa!

A mulher que não abaixa a cabeça aos olhares críticos, aquela que dita sua própria moda, a mulher que sabe dizer não ao que a agride e sim para receber tudo de bom que a vida lhe traz. Aquela que anda de patins aos 40 e a que aprecia um bom livro ou uma ópera aos 16 anos.

A mulher que não tem medo nem vergonha de abandonar o comodismo de uma vida infeliz à dois e se lança na vida em busca de ser feliz mesmo que sozinha, sem medo de ser julgada por suas escolhas.

E para vocês, minhas queridas leitoras, deixo um conselho de um grande sábio, com muito carinho. (Taty Mel)

“Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora. Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável. Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação. E, quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.”

Mahatma Gandhi

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Feita de Fumaça e Osso

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Feita de Fumaça e Osso

– Laini Taylor
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“Era uma vez um anjo e um demônio que se apaixonaram.
A história não acabou nada bem.”

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Não sei se foi o título estranho, ou a capa linda em tons de azul e prata, ou comentários que li na internet sobre como algumas pessoas tinham adorado a história e ansiavam pela sequência. Só sei que resolvi comprar o livro e não me arrependi nem um pouco. Eu me apaixonei pela história e mergulhei totalmente naquele mundo de feras e anjos, amor e vingança, guerra, redenção, esperança… A trilogia de Laini Taylor se tornou uma de minhas sagas favoritas, que eu sempre quero ler de novo. Me fez querer pintar meu cabelo de azul e passear pelas ruas de Praga…

Uma das coisas que mais gostei foi a originalidade da história. Algumas figuras da mitologia e fantasia são recorrentes, como lobisomens, vampiros, dragões e anjos, mas não há muitas histórias sobre quimeras por aí. E a autora conseguiu envolver com fluidez humanos, quimeras e anjos, com uma boa dose de amizade, romance e mistério.

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“Ela foi inocente um dia, uma garotinha no covil de um demônio
brincando com penas espalhadas pelo chão.

Mas a inocência acabou, e ela não sabia o que fazer.
Esta era sua vida: magia e vergonha e segredo e dentes e um vazio profundo e perturbador,
onde alguma coisa certamente estava faltando.”

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Outro ponto positivo do livro são seus personagens, fortes e carismáticos. A começar por Karou, uma garota jovem e bonita, que gosta de desenhar e estuda artes em Praga. A história é contada do ponto de vista dela e eu adoro seu jeito despojado, a relação dela com Zuzana e suas divagações sobre a vida e o amor… Forte, decidida, com seu cabelo azul, um monte de tatuagens e uma vida secreta, passa longe das típicas mocinhas heroínas de algumas histórias. Aliás, a linha entre o certo e o errado, a divisão entre personagens bons e maus, não é precisa no mundo em guerra criado por Laini Taylor. E confesso que isso me atrai muito nas histórias de um modo geral. Questionamentos, incertezas, angústias, erros… Fatores que enriquecem os personagens e evitam tramas previsíveis. É muito bom quando nada é preto no branco.

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“Há alguns dias atrás os humanos eram pouco mais que uma lenda para ele,
e agora ele estava ali no mundo deles.
Tinha sido como entrar nas páginas de um livro – um livro vivo, com cores e aromas, sujeira e caos -,
e a garota de cabelo azul se movia por ele como uma fada em uma história,
a luz não agia sobre ela como sobre os demais,
o ar parecia ser reunir em volta dela como uma respiração suspensa.
Como se todo aquele lugar fosse uma história sobre ela.
Quem era ela? “

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Dentre os principais personagens temos Akiva, um anjo dono de uma beleza arrebatadora, com asas de fogo e intensos olhos cor de âmbar, que carrega duas espadas embainhadas nas costas e possui estranhas tatuagens de linhas negras nos dedos. Ele é um soldado poderoso, com uma certa tendência para quebrar regras. Possui uma alma atormentada pelo passado e exala ferocidade e paixão. Eu gosto muito de Akiva, que apesar de ter sido criado unicamente para ser um soldado, é capaz de sentir tão intensamente. É uma certa mistura de força e dor, de coragem e fragilidade, que o torna irresistível… Ele se entrega completamente e faz o que acha que deve ser feito.

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“Sua alma canta para a minha. Minha alma é sua e sempre será, em qualquer mundo.
Não importa o que aconteça… Preciso que você se lembre de que eu amo você. “

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Abrangendo os três livros – “Feita de Fumaça e Osso”, “Dias de Sangue e Estrelas” e “Sonhos com Deuses e Monstros” – são muitos personagens que eu passei a amar, como os amigos de Karou, Zuzana e Mik, que pode-se dizer que são o alívio cômico da história, de um jeito bom… A Zuze é incrível! Temos ainda o soturno e enigmático Brimstone – o Mercador de Desejos; a amável Issa, serpente da cintura para baixo e mulher da cintura para cima, com os seios nus, o capelo e as presas de uma cobra e o rosto de um anjo; meu querido Ziri-sortudo, meu Kirin preferido (tão bom e leal, como não amá-lo?)! E os serafins Hazel e Liraz, amigos-irmãos de Akiva, que ficam ao seu lado nas horas mais impensáveis.
E, é claro, há aqueles personagens que não conseguimos não odiar… Como Thiago,  o terrível Lobo Branco, tão irritantemente essencial como lider do exército quimera. Isso sem falar nos serafins Joram e Jael, simplesmente crueis e repugnantes.

Não quero dar spoilers da trama, prefiro dizer que ela vai se desenrolando aos poucos, começando com uma certa leveza, centralizada em Karou e nos serviços que ela presta para Brimstone. E, ao longo dos livros, vai tomando proporções maiores, se tornando mais séria e sombria, enquanto descortina acontecimentos trágicos capazes de mudar destinos.

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“Você já se perguntou alguma vez se os monstros fazem as guerras ou se as guerras fazem os monstros?
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Feita de Fumaça e Osso é uma história de jovens apaixonados que ousaram sonhar com o fim de uma guerra. É o tipo de história épica de amores verdadeiros e sonhos impossíveis, que me faz rir e chorar. É uma história diferente, que vale muito a pena ser lida!

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“Almas mortas sonham apenas com morte. Sonhos pequenos para homens pequenos.
É a vida a única capaz de crescer e preencher mundos.
Ou temos a vida como mestre, ou a morte.”

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FILME: os direitos do livro foram adquiridos pela Universal, que contratou Michael Gracey como diretor; os produtores Joe Roth, Palak Patel e Jane Putch; além do roteirista Stuart Beattie.

Cenários como Praga, Paris e Marraketch, uma misteriosa garota de cabelo azul, feras terríveis, anjos com asas de fogo armados com espadas, magia, sacrifícios, amores proibidos, traições, guerra, um baile de máscaras numa terra encantada com duas luas no céu…
Não vejo a hora de ver esse filme! Infelizmente não há previsão de lançamento…

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CAPAS PELO MUNDO:

Os livros dessa saga possuem capas bem variadas nos diversos países em que foram lançados. Alguns, inclusive, tiveram o título alterado (o que eu definitivamente não gostei: “Feita de fumaça e osso” dá um tom de mistério ao livro…). De uma forma geral, gosto bastante das capas brasileiras, são as minhas preferidas, embora ache as alemãs lindas! Também gosto da “Trilogia entre Mundos” (edição portuguesa), das capas italianas e da segunda capa tcheca… É interessante observar que a versão eslovaca mostra Akiva em vez de Karou na capa. E, por fim, um carinho especial aqui para a versão japonesa, que parece ser um mangá e apresenta uma personagem super importante na capa… Ela merecia, adorei!!! Rsrs
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brasileira

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portuguesa

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tcheca

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francesa

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estonia

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chinesa

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Uma Luta pela igualdade

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“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.” (Luther King)

 

Após muita resistência minha assisti ao filme Selma: Uma luta pela igualdade!

O filme retrata a história de um grande ativista que conseguiu, através de muitas lutas, o direito de voto para os negros nos EUA.

Hoje Martin Luther King tem frases de seus famosos discursos espalhadas pelas redes sociais e em publicações ao redor do mundo. Mas ver o filme me fez refletir mais além, bem mais além… Sou parte da descendência Afro. Faço parte, assim como a grande maioria dos meus compatriotas, que descende desse povo que teve de lutar pelo simples direito de ir e vir, pelo direito de escolher sua profissão, pelo direito de poder frequentar uma escola. Olho para minha família reunida – minha mãe e minhas tias com suas peles negras e um sorriso largo no rosto, que esconde uma vida inteira de luta – e essas lutas não são nada comparadas com as de meu avô e meu bisavô… E sinto meu coração se encher de orgulho por ter correndo em minha veia a força de um povo que lutou, que se livrou das correntes, dos navios negreiros, se pôs de pé e se fez ouvir num mundo tão triste, para que hoje pudéssemos viver num mundo com menos dor.

Luther King morreu em nome de uma causa, por amor ao próximo, para que milhares tivessem o direito de se defender por ser negro. Daí me pergunto: qual a minha causa? Quando foi que preferi me calar a me fazer ouvir, num país tão livre e ao mesmo tempo tão corrupto? Que país estamos deixando para nossa descendência? São nossos problemas maiores do que a “guerra” que nossos ancestrais travaram?

Continuarei a refletir sobre esse filme e, se necessário, irei revê-lo varias e varias vezes, para que eu resgate a força da minha natureza, a que está no meu DNA. Para me lembrar que minha luta é pequena, que sou capaz de grandes coisas porque Deus me fez grande e nos deu o direito de ser livres, livres da maldade, da ignorância, livres para fazer escolhas e colher seus frutos.

Convido a todos os nossos leitores a assistir esse filme e analisar: se vivessem naquela época, que partido tomariam? Teriam coragem de marchar para defender a justiça? Confesso que eu mesma senti medo diante desta pergunta. Porém, se não, algo está errado comigo…

Finalizo hoje com as palavras desse grande homem, que fez uma grande diferença na vida de muitos…

“Cada dia é o dia do julgamento e nós, com nossos atos e nossas palavras, com nosso silêncio e nossa voz, vamos escrevendo continuamente o livro da vida. A luz veio ao mundo e cada um de nós deve decidir se quer caminhar na luz do altruísmo construtivo ou nas trevas  do egoísmo. Portanto, a mais urgente pergunta a ser feita nesta vida é: o que fiz hoje pelos outros?” (TatyMel)

 

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Direito de recomeçar

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É, mais um ano se passou… E para alguns foi um ano bem difícil, para outros apenas uma oportunidade de aprender com seus erros e acertos.
Todos nós já tivemos vontade de voltar no tempo, de mudar algo, uma decisão ou mesmo uma escolha… E diante dessa vontade fica a expressão “e se”… E se tivesse escolhido aquele caminho em vez desse? Se dissesse não no lugar do sim? E se eu simplesmente tivesse feito aquela ligação?… São tantas as possibilidades e então paramos e ficamos imaginando como tudo poderia ter sido diferente… Mas o tempo, ele não volta, ele apenas permite que olhemos de onde viemos e nos dá a oportunidade de ver onde erramos e onde acertamos.
A contra peso temos o futuro, que não podemos ver, que pode ser definido pelas escolhas que fazemos hoje, que nos permite olhar para trás e fazer diferente, recomeçar e se reinventar se necessário. Não importa onde caiu, não importa o quanto se machucou e não importa o quanto foi difícil olhar para trás, você já sabe de onde vem e tem a oportunidade de escolher uma estrada diferente, de se levantar e começar uma nova história a partir de hoje, a partir de agora. Todos têm o direito de errar, mas é uma escolha pessoal e intransferível se manter no mesmos erros. Quando você decide de coração mudar sua vida, fazer diferente, ventos novos sopram e com ele vêm novidades, surgem oportunidades e novos brilhos, porque quando você se permite receber o melhor, ele acontece!
Todos nascemos com a estrela para ser feliz, apenas a apagamos às vezes, mas ela está aí, guardada, paciente, esperando seu momento. Então repense neste início de ano, qual caminho vai tomar, se é necessário mudar de estrada  ou se vale realmente a pena continuar nos mesmo caminhos que te levam aos mesmos lugares e te oferecem sempre as mesmas coisas. Lembre-se do quanto você é especial e o quanto merece o melhor da vida. Nascemos para sorrir mais que chorar e, na maioria das vezes, esse choro tem de ser de emoção, de alegria, de superação. Se em sua vida há mais motivos para chorar que sorrir, algo está errado e vale muito reavaliar pelo que está lutando. Lembre-se: se ao olhar para sua vida, se houver mais “e se…” do que suspiros de felicidade, é sinal que você ainda pode fazer diferente!
Tudo depende apenas de nós mesmos, tudo depende de você querer escrever sua história, uma história que vale a pena ser contada amanhã quem sabe… Apenas reflita!!!(TatyMel)

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…meTAmoRFasES…

CAM00660A trajetória da vida é mesmo misteriosa…

Tento rever minha história desde a primeira lembrança que tenho da infância.

Quem realmente consegue determinar qual a sua primeira lembrança?

Muitas lembranças misturam-se com as fotos da época…

Muitas vezes me recordo da foto, da história que meus pais contaram sobre aquele momento e me deparo com uma lembrança que não sei se é real ou construída.

Às vezes me lembro de coisas que não aconteceram… Ou que tinham cores e tamanhos diferentes e concluo apenas que a mente nos prega peças.

Quando revejo fotos antigas que retratam minha história, com amigos e família e me deparo com quem eu sou hoje… Nossa!

Somos todos lagartas que se transformam em várias borboletas ao longo da vida…

Entro em casas em que estive quando criança e tenho certeza que elas me pareciam bem maiores… Os cheiros são tão significativos… algumas lembranças têm cheiro de chá de funcho… mingau de fubá com couve… ou de óleo peroba…

Vejo fotos das reuniões familiares, o grupo dos primos que sempre estavam grudados, e tento lembrar o que se passava pela minha cabeça na época. O que eu pensava da vida? Eu tinha alguma idéia de que tipo de pessoa eu me tornaria?

Não, nem de perto!

Qual seria minha profissão?

Quando eu seria admitida em meu primeiro emprego?

Quantos namorados eu teria antes de me casar?

Com quantos anos eu teria meu primeiro filho? Meu primeiro carro? Minha primeira casa?

Viveria perto ou longe da minha família?

Lembro que gostava de pensar que o mundo era o meu limite… Hoje não consigo me imaginar longe deles!

Vejo-me então… Décadas vividas e muitas coisas nas quais eu pensava ainda não aconteceram…

E tudo que já aconteceu parece ter demorado muito mais anos para acontecer do que eu imaginava…

Minha mãe me vem à cabeça, ela se casou aos 21 anos…

Parece-me tão jovem… o que eu havia vivido até meus 21 anos? Mas pra ela foi o bastante.

Meu pai se casou com 33 anos e para a época era considerado “velho”… Fala sério!

Os padrões mudaram tanto! Eu mudei tanto e tantas vezes!

Quando era adolescente me preocupava com meu primeiro namorado…

Como seria minha “primeira vez”…

Qual faculdade faria…

Em qual religião me encaixaria melhor… Lembro que não conseguia decidir e me sentia tão culpada!

Era tudo uma confusão na minha cabeça, mas em volta minha família deixava tudo em ordem!

Sentia-me perdida, mas em segurança! Sei que tive sorte!

Não me imaginava sem meu pai por perto. Como nossa família seguiria sem ele? E vejam só, 3 anos se passaram desde que ele se foi… Seguimos nossas vidas, mas a dor… Sigo aguardando que ela se abrande.

Em meio às conversas com as primas na adolescência, sempre imaginávamos que em alguns anos todas nós estaríamos nas festas com os próprios filhos… Eu imaginava se teriam uma infância parecida com a nossa.

Metamorfoses…

A essência se mantém e milhares de coisas novas, conhecimentos e experiências vão se unindo a ela como objetos de metal sendo atraídos por um ímã gigante que renova sua força a cada ano que passa…

Bem, quem nunca se deparou com a realidade e tentou comparar com o passado?

As novas tecnologias que o digam… Os celulares literalmente não faziam parte da nossa rotina.

E então… Quando se olha no espelho e pensa em como é a sua vida, o que você sente?

Consegue perceber o que mudou?

Se você saiu muito dos trilhos e precisa voltar?

Se está na direção certa?

Se está melhor do que imaginou que estaria? Ou pior?

Se você fez muitas coisas da quais se arrepende na vida?

Se tem muitas coisas do que se orgulhar?

Se entende que as decisões foram suas ou se decidiram por você?

Aquele verso conhecido da música, “deixa a vida me levar…”, não cabe na vida real!

Você decide para onde levar a sua vida.

E então, quando se olha no espelho…

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Desabafo de uma Historia !

 

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Essa semana parei para observar o constante vai e vem das pessoas, cada uma com sua história, cada uma vivenciando uma alegria, uma dor, uma perda ou um amor… Não importa o quê, mas cada um está travando uma luta , seja para manter a felicidade, seja para alcançá-la. Foi quando me dei conta de que cada um, à sua maneira, está travando uma luta interna, buscando às vezes respostas do porque as coisas são como são.

Vejo todos os dias em redes sociais, na tv, nos filmes, pessoas que superaram traumas, perdas e doenças; e quando observamos essas histórias pensamos: meu problema é tão pequeno!

Eu ainda acredito que, por mais difícil que seja encarar o dia a dia, se bem pensarmos e nos concentrarmos no que de bom temos em nossa vida, é ali que também acharemos a força necessária para mudar o rumo das coisas e aceitar que certas coisas não podem ser mudadas, mas podem ser sobrevividas.

Hoje, queridos leitores, venho dividir com vocês o fato de que também tenho uma história. E que muitas vezes essas histórias nos marcam e nos machucam e achamos que dessa vez não seremos fortes o suficiente para nos reerguermos. Nos sentimos fracos, sem a força necessária para recomeçar. Venho de uma família cheia de histórias, que pretendo um dia conseguir dividir com vocês. Uma família que, como todas, já teve grandes perdas, muitos recomeços e grandes superações.

Superamos não só a perda de um ente querido, superamos o orgulho que habita dentro de nós após uma briga, superamos a distância, superamos o fato de não podermos mudar as pessoas que amamos mesmo quando vemos que ela toma um caminho errado… Superamos dificuldades financeiras, superamos a perda de um jovem cheio de vida, a perda de um pai de família e descobrimos que mesmo eles se superaram, porque ficaram conosco o tempo suficiente para nos ensinar muito sobre a vida.

Daí a pergunta: como alguém supera? Posso apenas falar por mim, meus queridos leitores. O amor é o único remédio, o único sentimento capaz de devolver a força ao nosso coração quando se cansa. É no aconchego de um abraço sincero, sem pretensão, aquele que está lá apenas para te receber, sem julgar, sem cobrar, pronto, apenas pronto, estendido, dizendo: eu te acolho! É nele que encontramos forças, é nele que descobrimos que não estamos sozinhos contra o mundo, que não importa o próximo passo, haverá alguém caminhando com você!

É neste momento que agradeço por estar viva, por ter abraços me esperando, por saber que não importa a situação ou problema, eu tenho com quem contar, seja para chorar ou pra rir de mim mesma. E hoje dedico minhas palavras a todos os leitores e, em especial, para minhas companheiras fiéis, meus abraços prontos, minha família de blog, porque não importa o que teremos de enfrentar, jamais enfrentaremos sozinhas. Porque maior que nossas batalhas é o amor que nos une. E, em nome dele, desejo a todos: colo que acolhe, lágrimas sinceras e mais historias de superação.

Com meu sincero amor,

Taty Mel

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O Poder do Amor

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Cada vez que paro e  medito sobre o amor em todas suas formas meus pensamentos voam e encontram muitas perguntas e cobranças . É interessante que essa palavra tão pequena carrega um significado tão grande , mencionada pelos principais filósofos , escritores, pensadores e personalidades no mundo , cada um tenta encontrar uma forma de dimensionar o poder gigantesco que esse sentimento tem sobre nós . A própria bíblia define Deus como sendo a personificação do AMOR  , segundo os dois  maiores mandamentos  são : Amar a Deus sobre todas as coisas , e Amar ao próximo como a ti mesmo !

Segundo Ghandi , nenhuma arma é mais impactante no mundo do que o Amor , e sua causa foi uma prova viva de que de fato isso é verdade. Infelizmente nós humanos nos perdemos em nosso EGO e deixamos de trabalhar o amor em nós . A cada dia vemos novas doutrinas religiosas sendo lançadas , e muitas delas causando divisões , esquecendo da principal motivação de nos achegarmos a deus que é , através do amor nos tornamos pessoas melhores , seguindo seu exemplo.

É necessário antes de tudo entender o quão sublime é o amor , permitir-se senti-lo no coração , a princípio por si mesmo , sim porque não podemos oferecer o que não temos dentro de nós . É preciso gostar do que vê no espelho , aprecie a perfeição que existe em você , em como todos os dias você tem novas oportunidades . Não se apegue ao estereotipo vendido pelas revistas , ressalte suas qualidades, limpe pensamentos negativos sobre si mesma e se transforme . Assim deixe o amor se expandir em você e quando isso acontecer você começara a sentir uma gratidão genuína , e essa gratidão retornará para você em forma de um amor crescente . Quando estamos deixando fluir o amor tudo a nossa volta muda , será mais difícil você perder a calma , ou ser ríspida , lembre-se cada um oferece o que tem , e com o tempo atraíra mais pessoas amorosas .É como uma corrente do bem , e quem sai mais preenchida somos nós . Hoje é muito comum nas redes sociais vermos frases feitas sobre amor e fé .

A verdade é que amar não é tão fácil quanto parece , somos críticos , costumamos julgar aparências , e não temos o hábitos de aceitar as diferenças . Queremos ser aceitos , amados e respeitados , mas , oferecer o mesmo não é tão fácil na pratica . Julgamos a sexualidade do outro , a religião , o modo de vestir ,as ideias , a politica , se é gorda , se é malhada e assim por diante …

Amar ao próximo mencionado lá em cima não foi dito com virgula , ele significa amar sem reservas, o desafio esta em amar alguém que não tem as características que te agradam , e isso é uma pratica diária porque de fato não é fácil . Por isso acredito que cumprir com esses dois mandamentos já me ocupam toda a vida porque tem sido uma luta diária primeiramente  aprender à Amar a mim mesma ( porque se eu não me amar , não posso amar à Deus que me concede a dádiva da vida) , e amar ao próximo  com todas as nossas diferenças .

Assim olhando para dentro de mim todos os dias vendo todos os dias o que posso melhorar ,  descobrindo meus pontos fracos e transformando-os, me aceitando e perdoando a cada dia vou descobrindo uma nova centelha de amor . E hoje venho aqui para enviar ao mundo um pouco de amor e torcer para que vocês nossos  leitores possam receber nosso carinho e amor que lhes dedico em cada palavra que digito . E se alguém tiver alguma dúvida sobre a matéria de hoje estarei aberta à perguntas . ( Quais livros que costumo ler ? Se prático meditação?)

***Em Breve publicarei dicas de como encontrar caminhos de olhar para si mesmo ok .***

Fiquem em Paz !!

Taty Mel

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A Sociedade dos Poetas Mortos

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“Eu fui para a floresta porque queria viver deliberadamente.
Eu queria viver tranquilamente e sugar toda a essência da vida.
Queria acabar com tudo que não fosse vida.
Para que quando minha morte chegasse eu não descobrisse que não vivi.” (Thoreau)
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Aproveitando que na última resenha eu abordei a impulsividade dos jovens, mudo aqui o enfoque para falar dessa história maravilhosa que é “A Sociedade dos Poetas Mortos”. É um filme antigo, tendo sido lançado há 26 anos, mas é um daqueles filmes arrebatadores que a gente não cansa de ver! O drama acompanha alguns alunos da tradicional e conservadora Academia Welton, que vêm suas vidas transformadas pelos ensinamentos do Professor John Keating, brilhantemente interpretado pelo talentoso Robin Williams, do qual eu sou uma saudosa fã.
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Robin Williams

“Ó Capitão. Meu Capitão.” (Whitman)
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Criticado por seus métodos nada ortodoxos, o Professor Keating é o professor que todos gostaríamos de ter: entusiástico, apaixonado, incentivador. Ele acredita no potencial dos seus alunos e os instiga a serem livres pensadores e a buscarem suas paixões. A dizerem não ao conformismo e à opressão. A tornarem suas vidas extraordinárias! “Carpe diem!” – aproveite a vida, pois ela é breve. Inspirados por ele, os jovens formam um clube de poesia, chamado “Sociedade dos Poetas Mortos”. Eles se reunem secretamente e ao longo desses encontros não só lêm poemas, mas também derramam seus medos e anseios, e exaltam a vida, a amizade, a individualidade e o amor.
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“A maioria dos homens vive uma existência de tranquilo desespero.” (Thoreau)
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No decorrer do filme somos agraciados com belas e tocantes atuações, não só de Williams, mas também de atores como Ethan Hawke (de “Antes do Amanhecer”) e Robert Sean Leonard (o Dr. Wilson, da série House). Os diálogos, então, são um show à parte! Repleto de citações de grandes autores da literatura inglesa como Thoreau, Whitman e Byron, o filme é um presente para ouvidos cansados das futilidades diárias que permeiam nossa vida cotidiana.
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“Lemos e escrevemos poesia porque somos humanos.
A raça humana está repleta de paixão.
A poesia, beleza, romance, amor…
É para isso que vivemos.” (Keating)

Ó vida, a poderosa peça continua e você pode escrever um verso.” (Whitman)
“Qual será o verso de vocês?” (Keating)


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ASSISTA AO TRAILER:



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TÍTULO ORIGINAL: Dead Poet Society

ANO: 1989

SINOPSE:
Professor inglês John Keating inspira seus alunos a descobrir seu amor por poesia e aproveitar o dia.

PREMIAÇÕES:
Vencedor de 1 Oscar na categoria Melhor Roteiro Original, tendo recebido indicações nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator (Robin Williams).
Recebeu quatro indicações ao Globo de Ouro nas categorias de Melhor Filme – Drama, Melhor Diretor, Melhor Ator – Drama (Robin Williams) e Melhor Roteiro.
Ganho o prêmio Bafta na categoria de Melhor Filme e Melhor Trilha Sonora.
Ganhou o Prêmio Cesar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
Recebeu o prêmio David di Donatello na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

 (Fonte: www.wikipedia.com.br)

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DeadPoets

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O que está acontecendo na Síria?

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Alan Kurdi

(Alan Kurdi, fotografado por Nilufer Demir em uma praia da Turquia. Veja a imagem original aqui)

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A foto do garotinho morto na praia já percorreu o mundo e fez muita gente se perguntar:
do que a família dele estava fugindo?
Alan Kurdi, de apenas três anos, seu irmão Galib, de cinco anos, e a mãe Rehana afogaram-se no mar naquele dia, deixando para trás um pai inconsolável e um mundo aturdido. Quão desesperada deve estar uma pessoa para arriscar a vida da família no meio do mar em um bote inflável lotado de pessoas? Confesso que isso passou pela minha mente. Mas, então, eu vi fotos da cidade de Kobani, onde eles viviam na Síria, e entendi: “Ah… É disso que eles estão fugindo.”
Eu também fugiria. Uma cidade em ruínas, prédios destruídos, lares destroçados e tudo aquilo que as fotos não mostram, mas está lá, vagando entre os escombros… Medo, dor, morte, fome, desesperança. A ausência de perspectiva de que o amanhã possa ser melhor.
A guerra civil na Síria já dura quatro longos e angustiantes anos. Milhares de crianças já morreram. Mulheres, idosos, famílias inteiras. As pessoas que não aguardam em campos repletos de refugiados, fogem para outros países na esperança de alguma chance de futuro. Alan Kurdi é mais uma vítima inocente, cuja imagem está percorrendo o mundo como um grito desesperado por socorro; como uma constatação irremediável da nossa inércia e incompetência.
Em março de 2011, após a população pegar em armas para tentar derrubar o ditador Bashar al-Assad, a Síria mergulhou em uma violenta guerra civil. Não vou discorrer sobre as questões que levaram a Síria à situação em que está hoje. A luta já dura anos e eu estou longe de ter conhecimento suficiente para destrinchar a questão, arguir causas ou imaginar soluções. Pelo fim desses conflitos eu posso apenas sonhar e rezar.
Será que algum de nós pode verdadeiramente saber o que acontece nas regiões onde há guerra? Depois que as armas disparam, as bombas explodem e os jornais noticiam, quantos de nós já paramos para pensar no que acontece com os sobreviventes? As pessoas morreram ou estão feridas. Os locais de trabalho foram destruídos. Lojas e mercados, saqueados. As escolas não funcionam. Não há água ou energia. Se ainda houver remédios, médicos ou hospitais, eles não serão suficientes. O medo é constante e real. Homens armados andam pelas ruas. As mulheres são estupradas. Crianças são usadas como soldados, mão de obra na fabricação de bombas ou moeda de troca. A violência corre pelas ruas, invadindo casas e corpos. Não existe segurança. Pode-se fechar os olhos para não ver, mas não há como apagar as lembranças ou silenciar os tiros, explosões e lamentos. E, a qualquer momento, você pode ser atingido, ou sua esposa, ou seu filho.
Se realmente tentarmos imaginar como é viver assim, todos esses botes abarrotados, gente pendurada nos trens, famílias andando quilômetros para fugir, não nos parecem mais tão extremos. Se pensarmos um pouco, é inimaginável não estendermos as mãos para essas pessoas que buscam apenas abrigo, não é mesmo? Como negar esperança?
Mas não… Fechamos as portas na cara dos refugiados. Temos tanto medo que eles roubem nossa comida, nosso dinheiro, nosso trabalho… São tantas pessoas. Uma multidão! Preocupamo-nos tanto com a complexidade de tudo, com a logística envolvida, que nos esquecemos que as razões para ajudar são muito maiores. Preocupamo-nos com a quantia de dinheiro que precisará ser despendida e esquecemo-nos que as justificativas para gastar quaisquer quantias são a essa altura irrefutáveis. Acabamos esquecendo que não são refugiados, estrangeiros, meros estranhos… São pessoas, assim como nós. São homens tentando viver, mulheres tentando proteger os filhos, crianças implorando por proteção.
Será que foi feito todo o possível ou quantas crianças mais precisam morrer para inspirar solidariedade? Quanto sofrimento ainda precisaremos assistir para nos tornarmos humanos? A imagem triste daquele menininho morto é um aviso de que falhamos. E se nada for feito, a história continuará a nos mostrar outros Alan Kurdi para estampar nossa vergonha. Afinal, como disse uma vez Martin Luther King: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”.

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IMPOTÊNCIA
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“Todos vocês, do mundo seguro, com seus air bags, e suas embalagens hermeticamente fechadas e suas dietas livres de gordura.
Vocês é que são os supersticiosos. Vocês se convencem de que podem tapear a morte, e se sentem absolutamente ofendidos
quando descobrem que não podem. Vocês ficam sentados em seus apartamentos confortáveis e assistem à guerra,
e nos vêem sangrando, pela televisão. E pensam: ‘Que horror!’, e depois se levantam e tomam outra xícara de café expresso.”

(Geraldine Brooks)

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Tenho um segredo, vou te contar,
Mas o problema não vai passar.
Não é sempre, e nem todo dia,
Mas está lá, e me vigia…

É essa guerra, que não me atinge;
O espancamento, que não me aflige;
É a mentira, e eu não minto;
É tanta fome, e eu não sinto.

É a angústia, que não me corrói;
Essa doença, que não me destrói;
É a miséria, que não me afeta;
A dor certeira, que não me acerta.

Talvez eu chore vendo o jornal,
Mas minha vida segue normal.
Porque há tristeza, mas não é minha.
Sofrimento que não me definha.

E meu segredo é que muitas vezes,
Aqui me pego pensando neles,
Injustiçados, sofredores,
Inocentes vivendo horrores.

E embora possa muito pensar
Em alguma forma de ajudar.
Nada me ocorre na madrugada
E eu prossigo fazendo nada!…

Está aí! Pode ver então?
Qual é o logro, a frustração?
É que tenho tudo e tenho sorte,
Enquanto há quem prefira a morte.
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– por Poliana Rezende

 

 

SAIBA MAIS SOBRE A SITUAÇÃO NA SÍRIA E A CRISE DE REFUGIADOS:

 

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Vacinação Contra Poliomielite, tomou?!!

Ennnntão pessoal, como havia prometido, aí está o vídeo completo dessa coisinha encantadora falando sobre a importância da vacinação… rsrsrs..

Minha estrelinha Lyandra!!

Com participação especial do meu Bebezão, Erick lindo!!

E apesar de a campanha já ter acabado, o vídeo ficou tão “cute cute”, então porque guardá-lo, não é?! Rs..

Mas fiquem atentos. tem mais campanhas vindo por aí!!!

Como disse no texto “Poliomielite” em nosso Blog *Mente Feminina*, levei minha filhota para vacinar, afinal toda proteção que pudermos oferecer aos nossos filhos é muito importante!!

 

*Link Poliomielite:

Post sobre Poliomielite no Mente Feminina, by Lori Guimarães

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Mente Feminina no Facebook

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*Link Youtube:
Canal Mente Feminina

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