Uma Luta pela igualdade

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“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.” (Luther King)

 

Após muita resistência minha assisti ao filme Selma: Uma luta pela igualdade!

O filme retrata a história de um grande ativista que conseguiu, através de muitas lutas, o direito de voto para os negros nos EUA.

Hoje Martin Luther King tem frases de seus famosos discursos espalhadas pelas redes sociais e em publicações ao redor do mundo. Mas ver o filme me fez refletir mais além, bem mais além… Sou parte da descendência Afro. Faço parte, assim como a grande maioria dos meus compatriotas, que descende desse povo que teve de lutar pelo simples direito de ir e vir, pelo direito de escolher sua profissão, pelo direito de poder frequentar uma escola. Olho para minha família reunida – minha mãe e minhas tias com suas peles negras e um sorriso largo no rosto, que esconde uma vida inteira de luta – e essas lutas não são nada comparadas com as de meu avô e meu bisavô… E sinto meu coração se encher de orgulho por ter correndo em minha veia a força de um povo que lutou, que se livrou das correntes, dos navios negreiros, se pôs de pé e se fez ouvir num mundo tão triste, para que hoje pudéssemos viver num mundo com menos dor.

Luther King morreu em nome de uma causa, por amor ao próximo, para que milhares tivessem o direito de se defender por ser negro. Daí me pergunto: qual a minha causa? Quando foi que preferi me calar a me fazer ouvir, num país tão livre e ao mesmo tempo tão corrupto? Que país estamos deixando para nossa descendência? São nossos problemas maiores do que a “guerra” que nossos ancestrais travaram?

Continuarei a refletir sobre esse filme e, se necessário, irei revê-lo varias e varias vezes, para que eu resgate a força da minha natureza, a que está no meu DNA. Para me lembrar que minha luta é pequena, que sou capaz de grandes coisas porque Deus me fez grande e nos deu o direito de ser livres, livres da maldade, da ignorância, livres para fazer escolhas e colher seus frutos.

Convido a todos os nossos leitores a assistir esse filme e analisar: se vivessem naquela época, que partido tomariam? Teriam coragem de marchar para defender a justiça? Confesso que eu mesma senti medo diante desta pergunta. Porém, se não, algo está errado comigo…

Finalizo hoje com as palavras desse grande homem, que fez uma grande diferença na vida de muitos…

“Cada dia é o dia do julgamento e nós, com nossos atos e nossas palavras, com nosso silêncio e nossa voz, vamos escrevendo continuamente o livro da vida. A luz veio ao mundo e cada um de nós deve decidir se quer caminhar na luz do altruísmo construtivo ou nas trevas  do egoísmo. Portanto, a mais urgente pergunta a ser feita nesta vida é: o que fiz hoje pelos outros?” (TatyMel)

 

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Direito de recomeçar

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É, mais um ano se passou… E para alguns foi um ano bem difícil, para outros apenas uma oportunidade de aprender com seus erros e acertos.
Todos nós já tivemos vontade de voltar no tempo, de mudar algo, uma decisão ou mesmo uma escolha… E diante dessa vontade fica a expressão “e se”… E se tivesse escolhido aquele caminho em vez desse? Se dissesse não no lugar do sim? E se eu simplesmente tivesse feito aquela ligação?… São tantas as possibilidades e então paramos e ficamos imaginando como tudo poderia ter sido diferente… Mas o tempo, ele não volta, ele apenas permite que olhemos de onde viemos e nos dá a oportunidade de ver onde erramos e onde acertamos.
A contra peso temos o futuro, que não podemos ver, que pode ser definido pelas escolhas que fazemos hoje, que nos permite olhar para trás e fazer diferente, recomeçar e se reinventar se necessário. Não importa onde caiu, não importa o quanto se machucou e não importa o quanto foi difícil olhar para trás, você já sabe de onde vem e tem a oportunidade de escolher uma estrada diferente, de se levantar e começar uma nova história a partir de hoje, a partir de agora. Todos têm o direito de errar, mas é uma escolha pessoal e intransferível se manter no mesmos erros. Quando você decide de coração mudar sua vida, fazer diferente, ventos novos sopram e com ele vêm novidades, surgem oportunidades e novos brilhos, porque quando você se permite receber o melhor, ele acontece!
Todos nascemos com a estrela para ser feliz, apenas a apagamos às vezes, mas ela está aí, guardada, paciente, esperando seu momento. Então repense neste início de ano, qual caminho vai tomar, se é necessário mudar de estrada  ou se vale realmente a pena continuar nos mesmo caminhos que te levam aos mesmos lugares e te oferecem sempre as mesmas coisas. Lembre-se do quanto você é especial e o quanto merece o melhor da vida. Nascemos para sorrir mais que chorar e, na maioria das vezes, esse choro tem de ser de emoção, de alegria, de superação. Se em sua vida há mais motivos para chorar que sorrir, algo está errado e vale muito reavaliar pelo que está lutando. Lembre-se: se ao olhar para sua vida, se houver mais “e se…” do que suspiros de felicidade, é sinal que você ainda pode fazer diferente!
Tudo depende apenas de nós mesmos, tudo depende de você querer escrever sua história, uma história que vale a pena ser contada amanhã quem sabe… Apenas reflita!!!(TatyMel)

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…meTAmoRFasES…

CAM00660A trajetória da vida é mesmo misteriosa…

Tento rever minha história desde a primeira lembrança que tenho da infância.

Quem realmente consegue determinar qual a sua primeira lembrança?

Muitas lembranças misturam-se com as fotos da época…

Muitas vezes me recordo da foto, da história que meus pais contaram sobre aquele momento e me deparo com uma lembrança que não sei se é real ou construída.

Às vezes me lembro de coisas que não aconteceram… Ou que tinham cores e tamanhos diferentes e concluo apenas que a mente nos prega peças.

Quando revejo fotos antigas que retratam minha história, com amigos e família e me deparo com quem eu sou hoje… Nossa!

Somos todos lagartas que se transformam em várias borboletas ao longo da vida…

Entro em casas em que estive quando criança e tenho certeza que elas me pareciam bem maiores… Os cheiros são tão significativos… algumas lembranças têm cheiro de chá de funcho… mingau de fubá com couve… ou de óleo peroba…

Vejo fotos das reuniões familiares, o grupo dos primos que sempre estavam grudados, e tento lembrar o que se passava pela minha cabeça na época. O que eu pensava da vida? Eu tinha alguma idéia de que tipo de pessoa eu me tornaria?

Não, nem de perto!

Qual seria minha profissão?

Quando eu seria admitida em meu primeiro emprego?

Quantos namorados eu teria antes de me casar?

Com quantos anos eu teria meu primeiro filho? Meu primeiro carro? Minha primeira casa?

Viveria perto ou longe da minha família?

Lembro que gostava de pensar que o mundo era o meu limite… Hoje não consigo me imaginar longe deles!

Vejo-me então… Décadas vividas e muitas coisas nas quais eu pensava ainda não aconteceram…

E tudo que já aconteceu parece ter demorado muito mais anos para acontecer do que eu imaginava…

Minha mãe me vem à cabeça, ela se casou aos 21 anos…

Parece-me tão jovem… o que eu havia vivido até meus 21 anos? Mas pra ela foi o bastante.

Meu pai se casou com 33 anos e para a época era considerado “velho”… Fala sério!

Os padrões mudaram tanto! Eu mudei tanto e tantas vezes!

Quando era adolescente me preocupava com meu primeiro namorado…

Como seria minha “primeira vez”…

Qual faculdade faria…

Em qual religião me encaixaria melhor… Lembro que não conseguia decidir e me sentia tão culpada!

Era tudo uma confusão na minha cabeça, mas em volta minha família deixava tudo em ordem!

Sentia-me perdida, mas em segurança! Sei que tive sorte!

Não me imaginava sem meu pai por perto. Como nossa família seguiria sem ele? E vejam só, 3 anos se passaram desde que ele se foi… Seguimos nossas vidas, mas a dor… Sigo aguardando que ela se abrande.

Em meio às conversas com as primas na adolescência, sempre imaginávamos que em alguns anos todas nós estaríamos nas festas com os próprios filhos… Eu imaginava se teriam uma infância parecida com a nossa.

Metamorfoses…

A essência se mantém e milhares de coisas novas, conhecimentos e experiências vão se unindo a ela como objetos de metal sendo atraídos por um ímã gigante que renova sua força a cada ano que passa…

Bem, quem nunca se deparou com a realidade e tentou comparar com o passado?

As novas tecnologias que o digam… Os celulares literalmente não faziam parte da nossa rotina.

E então… Quando se olha no espelho e pensa em como é a sua vida, o que você sente?

Consegue perceber o que mudou?

Se você saiu muito dos trilhos e precisa voltar?

Se está na direção certa?

Se está melhor do que imaginou que estaria? Ou pior?

Se você fez muitas coisas da quais se arrepende na vida?

Se tem muitas coisas do que se orgulhar?

Se entende que as decisões foram suas ou se decidiram por você?

Aquele verso conhecido da música, “deixa a vida me levar…”, não cabe na vida real!

Você decide para onde levar a sua vida.

E então, quando se olha no espelho…

Você gosta do que vê?cropped-bannert.png

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Desabafo de uma Historia !

 

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Essa semana parei para observar o constante vai e vem das pessoas, cada uma com sua história, cada uma vivenciando uma alegria, uma dor, uma perda ou um amor… Não importa o quê, mas cada um está travando uma luta , seja para manter a felicidade, seja para alcançá-la. Foi quando me dei conta de que cada um, à sua maneira, está travando uma luta interna, buscando às vezes respostas do porque as coisas são como são.

Vejo todos os dias em redes sociais, na tv, nos filmes, pessoas que superaram traumas, perdas e doenças; e quando observamos essas histórias pensamos: meu problema é tão pequeno!

Eu ainda acredito que, por mais difícil que seja encarar o dia a dia, se bem pensarmos e nos concentrarmos no que de bom temos em nossa vida, é ali que também acharemos a força necessária para mudar o rumo das coisas e aceitar que certas coisas não podem ser mudadas, mas podem ser sobrevividas.

Hoje, queridos leitores, venho dividir com vocês o fato de que também tenho uma história. E que muitas vezes essas histórias nos marcam e nos machucam e achamos que dessa vez não seremos fortes o suficiente para nos reerguermos. Nos sentimos fracos, sem a força necessária para recomeçar. Venho de uma família cheia de histórias, que pretendo um dia conseguir dividir com vocês. Uma família que, como todas, já teve grandes perdas, muitos recomeços e grandes superações.

Superamos não só a perda de um ente querido, superamos o orgulho que habita dentro de nós após uma briga, superamos a distância, superamos o fato de não podermos mudar as pessoas que amamos mesmo quando vemos que ela toma um caminho errado… Superamos dificuldades financeiras, superamos a perda de um jovem cheio de vida, a perda de um pai de família e descobrimos que mesmo eles se superaram, porque ficaram conosco o tempo suficiente para nos ensinar muito sobre a vida.

Daí a pergunta: como alguém supera? Posso apenas falar por mim, meus queridos leitores. O amor é o único remédio, o único sentimento capaz de devolver a força ao nosso coração quando se cansa. É no aconchego de um abraço sincero, sem pretensão, aquele que está lá apenas para te receber, sem julgar, sem cobrar, pronto, apenas pronto, estendido, dizendo: eu te acolho! É nele que encontramos forças, é nele que descobrimos que não estamos sozinhos contra o mundo, que não importa o próximo passo, haverá alguém caminhando com você!

É neste momento que agradeço por estar viva, por ter abraços me esperando, por saber que não importa a situação ou problema, eu tenho com quem contar, seja para chorar ou pra rir de mim mesma. E hoje dedico minhas palavras a todos os leitores e, em especial, para minhas companheiras fiéis, meus abraços prontos, minha família de blog, porque não importa o que teremos de enfrentar, jamais enfrentaremos sozinhas. Porque maior que nossas batalhas é o amor que nos une. E, em nome dele, desejo a todos: colo que acolhe, lágrimas sinceras e mais historias de superação.

Com meu sincero amor,

Taty Mel

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O Poder do Amor

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Cada vez que paro e  medito sobre o amor em todas suas formas meus pensamentos voam e encontram muitas perguntas e cobranças . É interessante que essa palavra tão pequena carrega um significado tão grande , mencionada pelos principais filósofos , escritores, pensadores e personalidades no mundo , cada um tenta encontrar uma forma de dimensionar o poder gigantesco que esse sentimento tem sobre nós . A própria bíblia define Deus como sendo a personificação do AMOR  , segundo os dois  maiores mandamentos  são : Amar a Deus sobre todas as coisas , e Amar ao próximo como a ti mesmo !

Segundo Ghandi , nenhuma arma é mais impactante no mundo do que o Amor , e sua causa foi uma prova viva de que de fato isso é verdade. Infelizmente nós humanos nos perdemos em nosso EGO e deixamos de trabalhar o amor em nós . A cada dia vemos novas doutrinas religiosas sendo lançadas , e muitas delas causando divisões , esquecendo da principal motivação de nos achegarmos a deus que é , através do amor nos tornamos pessoas melhores , seguindo seu exemplo.

É necessário antes de tudo entender o quão sublime é o amor , permitir-se senti-lo no coração , a princípio por si mesmo , sim porque não podemos oferecer o que não temos dentro de nós . É preciso gostar do que vê no espelho , aprecie a perfeição que existe em você , em como todos os dias você tem novas oportunidades . Não se apegue ao estereotipo vendido pelas revistas , ressalte suas qualidades, limpe pensamentos negativos sobre si mesma e se transforme . Assim deixe o amor se expandir em você e quando isso acontecer você começara a sentir uma gratidão genuína , e essa gratidão retornará para você em forma de um amor crescente . Quando estamos deixando fluir o amor tudo a nossa volta muda , será mais difícil você perder a calma , ou ser ríspida , lembre-se cada um oferece o que tem , e com o tempo atraíra mais pessoas amorosas .É como uma corrente do bem , e quem sai mais preenchida somos nós . Hoje é muito comum nas redes sociais vermos frases feitas sobre amor e fé .

A verdade é que amar não é tão fácil quanto parece , somos críticos , costumamos julgar aparências , e não temos o hábitos de aceitar as diferenças . Queremos ser aceitos , amados e respeitados , mas , oferecer o mesmo não é tão fácil na pratica . Julgamos a sexualidade do outro , a religião , o modo de vestir ,as ideias , a politica , se é gorda , se é malhada e assim por diante …

Amar ao próximo mencionado lá em cima não foi dito com virgula , ele significa amar sem reservas, o desafio esta em amar alguém que não tem as características que te agradam , e isso é uma pratica diária porque de fato não é fácil . Por isso acredito que cumprir com esses dois mandamentos já me ocupam toda a vida porque tem sido uma luta diária primeiramente  aprender à Amar a mim mesma ( porque se eu não me amar , não posso amar à Deus que me concede a dádiva da vida) , e amar ao próximo  com todas as nossas diferenças .

Assim olhando para dentro de mim todos os dias vendo todos os dias o que posso melhorar ,  descobrindo meus pontos fracos e transformando-os, me aceitando e perdoando a cada dia vou descobrindo uma nova centelha de amor . E hoje venho aqui para enviar ao mundo um pouco de amor e torcer para que vocês nossos  leitores possam receber nosso carinho e amor que lhes dedico em cada palavra que digito . E se alguém tiver alguma dúvida sobre a matéria de hoje estarei aberta à perguntas . ( Quais livros que costumo ler ? Se prático meditação?)

***Em Breve publicarei dicas de como encontrar caminhos de olhar para si mesmo ok .***

Fiquem em Paz !!

Taty Mel

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A Sociedade dos Poetas Mortos

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DeadPoetySociety

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“Eu fui para a floresta porque queria viver deliberadamente.
Eu queria viver tranquilamente e sugar toda a essência da vida.
Queria acabar com tudo que não fosse vida.
Para que quando minha morte chegasse eu não descobrisse que não vivi.” (Thoreau)
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Aproveitando que na última resenha eu abordei a impulsividade dos jovens, mudo aqui o enfoque para falar dessa história maravilhosa que é “A Sociedade dos Poetas Mortos”. É um filme antigo, tendo sido lançado há 26 anos, mas é um daqueles filmes arrebatadores que a gente não cansa de ver! O drama acompanha alguns alunos da tradicional e conservadora Academia Welton, que vêm suas vidas transformadas pelos ensinamentos do Professor John Keating, brilhantemente interpretado pelo talentoso Robin Williams, do qual eu sou uma saudosa fã.
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Robin Williams

“Ó Capitão. Meu Capitão.” (Whitman)
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Criticado por seus métodos nada ortodoxos, o Professor Keating é o professor que todos gostaríamos de ter: entusiástico, apaixonado, incentivador. Ele acredita no potencial dos seus alunos e os instiga a serem livres pensadores e a buscarem suas paixões. A dizerem não ao conformismo e à opressão. A tornarem suas vidas extraordinárias! “Carpe diem!” – aproveite a vida, pois ela é breve. Inspirados por ele, os jovens formam um clube de poesia, chamado “Sociedade dos Poetas Mortos”. Eles se reunem secretamente e ao longo desses encontros não só lêm poemas, mas também derramam seus medos e anseios, e exaltam a vida, a amizade, a individualidade e o amor.
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“A maioria dos homens vive uma existência de tranquilo desespero.” (Thoreau)
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No decorrer do filme somos agraciados com belas e tocantes atuações, não só de Williams, mas também de atores como Ethan Hawke (de “Antes do Amanhecer”) e Robert Sean Leonard (o Dr. Wilson, da série House). Os diálogos, então, são um show à parte! Repleto de citações de grandes autores da literatura inglesa como Thoreau, Whitman e Byron, o filme é um presente para ouvidos cansados das futilidades diárias que permeiam nossa vida cotidiana.
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“Lemos e escrevemos poesia porque somos humanos.
A raça humana está repleta de paixão.
A poesia, beleza, romance, amor…
É para isso que vivemos.” (Keating)

Ó vida, a poderosa peça continua e você pode escrever um verso.” (Whitman)
“Qual será o verso de vocês?” (Keating)


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ASSISTA AO TRAILER:



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TÍTULO ORIGINAL: Dead Poet Society

ANO: 1989

SINOPSE:
Professor inglês John Keating inspira seus alunos a descobrir seu amor por poesia e aproveitar o dia.

PREMIAÇÕES:
Vencedor de 1 Oscar na categoria Melhor Roteiro Original, tendo recebido indicações nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator (Robin Williams).
Recebeu quatro indicações ao Globo de Ouro nas categorias de Melhor Filme – Drama, Melhor Diretor, Melhor Ator – Drama (Robin Williams) e Melhor Roteiro.
Ganho o prêmio Bafta na categoria de Melhor Filme e Melhor Trilha Sonora.
Ganhou o Prêmio Cesar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
Recebeu o prêmio David di Donatello na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

 (Fonte: www.wikipedia.com.br)

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DeadPoets

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O que está acontecendo na Síria?

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Alan Kurdi

(Alan Kurdi, fotografado por Nilufer Demir em uma praia da Turquia. Veja a imagem original aqui)

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A foto do garotinho morto na praia já percorreu o mundo e fez muita gente se perguntar:
do que a família dele estava fugindo?
Alan Kurdi, de apenas três anos, seu irmão Galib, de cinco anos, e a mãe Rehana afogaram-se no mar naquele dia, deixando para trás um pai inconsolável e um mundo aturdido. Quão desesperada deve estar uma pessoa para arriscar a vida da família no meio do mar em um bote inflável lotado de pessoas? Confesso que isso passou pela minha mente. Mas, então, eu vi fotos da cidade de Kobani, onde eles viviam na Síria, e entendi: “Ah… É disso que eles estão fugindo.”
Eu também fugiria. Uma cidade em ruínas, prédios destruídos, lares destroçados e tudo aquilo que as fotos não mostram, mas está lá, vagando entre os escombros… Medo, dor, morte, fome, desesperança. A ausência de perspectiva de que o amanhã possa ser melhor.
A guerra civil na Síria já dura quatro longos e angustiantes anos. Milhares de crianças já morreram. Mulheres, idosos, famílias inteiras. As pessoas que não aguardam em campos repletos de refugiados, fogem para outros países na esperança de alguma chance de futuro. Alan Kurdi é mais uma vítima inocente, cuja imagem está percorrendo o mundo como um grito desesperado por socorro; como uma constatação irremediável da nossa inércia e incompetência.
Em março de 2011, após a população pegar em armas para tentar derrubar o ditador Bashar al-Assad, a Síria mergulhou em uma violenta guerra civil. Não vou discorrer sobre as questões que levaram a Síria à situação em que está hoje. A luta já dura anos e eu estou longe de ter conhecimento suficiente para destrinchar a questão, arguir causas ou imaginar soluções. Pelo fim desses conflitos eu posso apenas sonhar e rezar.
Será que algum de nós pode verdadeiramente saber o que acontece nas regiões onde há guerra? Depois que as armas disparam, as bombas explodem e os jornais noticiam, quantos de nós já paramos para pensar no que acontece com os sobreviventes? As pessoas morreram ou estão feridas. Os locais de trabalho foram destruídos. Lojas e mercados, saqueados. As escolas não funcionam. Não há água ou energia. Se ainda houver remédios, médicos ou hospitais, eles não serão suficientes. O medo é constante e real. Homens armados andam pelas ruas. As mulheres são estupradas. Crianças são usadas como soldados, mão de obra na fabricação de bombas ou moeda de troca. A violência corre pelas ruas, invadindo casas e corpos. Não existe segurança. Pode-se fechar os olhos para não ver, mas não há como apagar as lembranças ou silenciar os tiros, explosões e lamentos. E, a qualquer momento, você pode ser atingido, ou sua esposa, ou seu filho.
Se realmente tentarmos imaginar como é viver assim, todos esses botes abarrotados, gente pendurada nos trens, famílias andando quilômetros para fugir, não nos parecem mais tão extremos. Se pensarmos um pouco, é inimaginável não estendermos as mãos para essas pessoas que buscam apenas abrigo, não é mesmo? Como negar esperança?
Mas não… Fechamos as portas na cara dos refugiados. Temos tanto medo que eles roubem nossa comida, nosso dinheiro, nosso trabalho… São tantas pessoas. Uma multidão! Preocupamo-nos tanto com a complexidade de tudo, com a logística envolvida, que nos esquecemos que as razões para ajudar são muito maiores. Preocupamo-nos com a quantia de dinheiro que precisará ser despendida e esquecemo-nos que as justificativas para gastar quaisquer quantias são a essa altura irrefutáveis. Acabamos esquecendo que não são refugiados, estrangeiros, meros estranhos… São pessoas, assim como nós. São homens tentando viver, mulheres tentando proteger os filhos, crianças implorando por proteção.
Será que foi feito todo o possível ou quantas crianças mais precisam morrer para inspirar solidariedade? Quanto sofrimento ainda precisaremos assistir para nos tornarmos humanos? A imagem triste daquele menininho morto é um aviso de que falhamos. E se nada for feito, a história continuará a nos mostrar outros Alan Kurdi para estampar nossa vergonha. Afinal, como disse uma vez Martin Luther King: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”.

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IMPOTÊNCIA
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“Todos vocês, do mundo seguro, com seus air bags, e suas embalagens hermeticamente fechadas e suas dietas livres de gordura.
Vocês é que são os supersticiosos. Vocês se convencem de que podem tapear a morte, e se sentem absolutamente ofendidos
quando descobrem que não podem. Vocês ficam sentados em seus apartamentos confortáveis e assistem à guerra,
e nos vêem sangrando, pela televisão. E pensam: ‘Que horror!’, e depois se levantam e tomam outra xícara de café expresso.”

(Geraldine Brooks)

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Tenho um segredo, vou te contar,
Mas o problema não vai passar.
Não é sempre, e nem todo dia,
Mas está lá, e me vigia…

É essa guerra, que não me atinge;
O espancamento, que não me aflige;
É a mentira, e eu não minto;
É tanta fome, e eu não sinto.

É a angústia, que não me corrói;
Essa doença, que não me destrói;
É a miséria, que não me afeta;
A dor certeira, que não me acerta.

Talvez eu chore vendo o jornal,
Mas minha vida segue normal.
Porque há tristeza, mas não é minha.
Sofrimento que não me definha.

E meu segredo é que muitas vezes,
Aqui me pego pensando neles,
Injustiçados, sofredores,
Inocentes vivendo horrores.

E embora possa muito pensar
Em alguma forma de ajudar.
Nada me ocorre na madrugada
E eu prossigo fazendo nada!…

Está aí! Pode ver então?
Qual é o logro, a frustração?
É que tenho tudo e tenho sorte,
Enquanto há quem prefira a morte.
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– por Poliana Rezende

 

 

SAIBA MAIS SOBRE A SITUAÇÃO NA SÍRIA E A CRISE DE REFUGIADOS:

 

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Vacinação Contra Poliomielite, tomou?!!

Ennnntão pessoal, como havia prometido, aí está o vídeo completo dessa coisinha encantadora falando sobre a importância da vacinação… rsrsrs..

Minha estrelinha Lyandra!!

Com participação especial do meu Bebezão, Erick lindo!!

E apesar de a campanha já ter acabado, o vídeo ficou tão “cute cute”, então porque guardá-lo, não é?! Rs..

Mas fiquem atentos. tem mais campanhas vindo por aí!!!

Como disse no texto “Poliomielite” em nosso Blog *Mente Feminina*, levei minha filhota para vacinar, afinal toda proteção que pudermos oferecer aos nossos filhos é muito importante!!

 

*Link Poliomielite:

Post sobre Poliomielite no Mente Feminina, by Lori Guimarães

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*Fanpage:

Mente Feminina no Facebook

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*Link Youtube:
Canal Mente Feminina

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Quem é você, Alasca?

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Alasca

 

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Quem é você, Alasca?

– John Green

 

“Como sairei deste labirinto?”

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O que dizer sobre “Quem é você, Alasca”? Eu amei o livro! De verdade! Mas entendo que algumas pessoas possam não gostar.
John Green nos insere nesse mundo juvenil e nos bombardeia com sensações e reflexões de personagens tão “humanos” – em suas falhas e complexidade, que torna inevitável nos afeiçoarmos ou nos identificarmos com eles.

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“Se ao menos conseguíssemos enxergar a infinita cadeia de consequências que resulta das nossas pequenas decisões.”

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Miles Halter, o protagonista da história, é colecionador de últimas palavras. Inspirado nas últimas palavras do poeta François Rabelais: “Saio em busca de um Grande Talvez”, ele abandona sua vida insossa e vai para um colégio interno para viver grandes aventuras. Como ele mesmo afirma, não quer ter que esperar a morte para sair em busca do “Grande Talvez”.
Em sua nova escola, Miles acaba fazendo amigos e se apaixonando – como não se apaixonar? – por Alasca, uma garota sexy e envolvente, além de extremamente impulsiva, complicada e inconstante.

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“Eu queria tanto me deitar ao lado dela, envolvê-la em meus braços e adormecer. Não queria transar, como nos filmes. Nem mesmo fazer amor. Só queria dormir com ela, no sentido mais inocente da palavra. Mas eu não tinha coragem. Ela tinha namorado. Eu era um palerma. Ela era apaixonante. Eu era irremediavelmente sem graça. Ela era infinitamente fascinante. Então voltei para o meu quarto e desabei no beliche de baixo, pensando que, se as pessoas fossem chuva, eu era garoa e ela, um furacão.”

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Miles divide o quarto com Chip Martin, o Coronel. Um rapaz inteligente, que vem a ser o seu melhor amigo e com quem ele se sente à vontade para conversar abertamente sobre suas dúvidas e sentimentos. É o Coronel que o apresenta Alasca Young, uma personagem forte, do tipo que monopoliza toda a atenção, inclusive do leitor. Alasca possui um jeito extrovertido e meio louco, envolto em uma aura de mistério e drama, que nos faz pensar se não seria ela, na verdade, a protagonista da história.

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“Com a mão logo acima do meu joelho, espalmada e macia no meu jeans, o dedo indicador descrevendo círculos lentos e preguiçosos que se dirigiam para a parte interna da minha coxa e apenas uma camada entre nós, meu Deus, como eu a desejei. Deitado ali, entre as folhas de grama altas e plácidas, debaixo de um céu bêbado de estrelas.”

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Eu gosto muito de como John Green espalha ao longo das páginas as divagações de seus personagens. Os pensamentos, dúvidas e temores, que neste livro são enriquecidos pelos ensinamentos do Professor Hyde, em suas aulas sobre as religiões do mundo. As aulas apresentam explanações imparciais e filosóficas acerca de algumas crenças religiosas e são muito interessantes, na medida que não visam a doutrina, mas sim a reflexão.

 Ressalto ainda que o livro narra a vida de Miles no colégio de uma forma, eu diria, nada puritana. Sem hipocrisia ele descreve uma realidade de jovens vivendo longe dos pais de uma forma livre, rebelde e transgressora (“os adolescentes se acham invencíveis”). São garotos cujos dias giram em torno de trotes, amigos, bebida, cigarro e sexo.

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A história nos mostra como algumas pessoas passam por nossas vidas e deixam uma marca profunda, muitas vezes nos mudando completamente. O autor, em meio a muita embriaguez e fumaça de cigarro, nos fala sobre amizade, lealdade, sofrimento e perdão. Da importância de viver dia após dia não obstante nossos erros, nos amparando nas pessoas que amamos e persistindo na busca pelo “Grande Talvez”.

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Se você quer fugir da mesmice e procura uma história que o faça pensar… Leia este livro e me diga:
o que você vai fazer para sair desse labirinto?
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“Ela se virou para mim enquanto atravessávamos a escuridão e disse: “Quando você está caminhando assim, de noite, às vezes não bate um medo, uma vontade de voltar correndo para casa por mais bobo e embaraçoso que isso seja?” Aquilo parecia íntimo e pessoal demais para confessar a uma pessoa estranha, mas eu disse: “Bate, sim.” Por um instante, ela ficou calada. Depois pegou minha mão, sussurrou: “Corre, corre, corre, corre, corre”, e disparou, puxando-me atrás dela.”

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AUTOR

John Green nasceu em 24 de agosto de 1977, em Indiana, Estados Unidos. Estudou numa escola no Alabama não muito diferente de Culver Creek, o colégio interno do livro. Além de escritor, ele é crítico literário e comentarista de programas de rádio sobre literatura. Quem é você, Alasca? é seu primeiro romance.

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CONTROVÉRSIA

Alguns professores nos Estados Unidos usaram “Looking for Alaska” em suas aulas com alunos com cerca de 16 anos, mas alguns pais quando souberam quiseram proibir os seus filhos de lerem este livro, por conter algumas referências sexuais e cenas em que adolescentes bebem e fumam. John Green falou que nunca disse que este era um livro para crianças ou para adolescentes, ele escreveu este livro pensando em um público mais adulto. As massas é que quiseram tornar este livro em um “romance para adolescentes”.

(Fonte: Wikipedia.org)

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ADAPTAÇÃO CINEMATOGRÁFICA

Os direitos da adaptação cinematográfica  foram adquiridos em 2005 pela Paramount Pictures. Em junho de 2014, o autor John Green confirmou como responsável pelo roteiro a canadense Sarah Polley e, em junho de 2015, anunciou que a responsável pela direção será Rebecca Thomas. A estreia está prevista para 2016 e o elenco ainda não foi definido.

(Fonte: Wikipedia.org)

 

CAPAS PELO MUNDO

 

“Quem é você, Alasca?” já foi traduzido para diversas línguas. Possui uma infinidade de capas bastante diversificadas, como vocês podem conferir abaixo. Algumas são bem estranhas, nem um pouco atraentes ou totalmente desconexas da história do livro, como as capas da Alemanha, Japão, Coreia e italiana, com aquela boneca de filme de terror…
Outras, no entanto, me agradam bastante: como as capas brasileiras da garota de olhos verdes ou a preta com uma pequena margarida. A capa de Portugal, com uma margarida envolta em uma mística luz azul, é linda! A inglesa, com as tulipas brancas, é suave e terna… E a capa Australiana com a garota falando ao orelhão tem tudo a ver com a história,remetendo a uma parte importante do livro. Quanto a mim, fico entre a capa de Portugal e a Australiana, são as minhas preferidas!

E vocês, o que acham? Deixem nos comentários quais são as piores capas e as suas preferidas!

 

Alemanha

Alemanha

Americana

Americana

Americana

Americana

Australiana

Australiana

Brasil

Brasil

Brasil

Brasil

Brasil

Brasil

Canadá

Canadá

Coreana

Coreia

Dinamarca

Dinamarca

Espanha

Espanha

Espanha

Espanha

Espanha

Espanha

França

França

França

França

Holanda

Holanda

Holanda

Holanda

Hungria

Hungria

Inglesa

Inglesa

Inglesa

Inglesa

Itália

Itália

Itália

Itália

Japão

Japão

Lituânia

Lituânia

Edição Comemorativa

Edição Comemorativa

Polônia

Polônia

Polônia

Polônia

Portugal

Portugal

Portugal

Portugal

Rússia

Rússia

Sérvia

Sérvia

Suécia

Suécia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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(Fontes: escritoraporumacaso.blogspot.com.br, decaranasletras.blogspot.com.br, maisumapaginalivros.blogspot.com.br)

 

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